A Prefeitura de Manaus, por meio do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb), manteve a interdição do banho no balneário do complexo turístico Ponta Negra, na zona Oeste, devido ao baixo volume de água no Rio Negro, que registra 14,30 metros nesta sexta-feira, 29 de novembro. O nível das águas ainda está abaixo da cota de segurança estabelecida, que é de 16 metros, motivo pelo qual o banho continua proibido na área. A medida visa garantir a segurança dos banhistas, que poderiam ser expostos a riscos devido às condições do leito do rio.

A interdição é válida para o público em geral, mas há exceções para atletas e praticantes de esportes aquáticos como remo e canoagem. A Prefeitura esclarece que apenas atletas, devidamente autorizados pelas federações esportivas, têm permissão para realizar atividades de treino e competições na praia da Ponta Negra, com o uso restrito para fins esportivos, e não recreativos.

A situação decorre de alterações no terreno do leito do rio, que, com a estiagem, provocou o surgimento de buracos, desníveis e até bancos de areia, representando riscos para aqueles que tentam tomar banho na área. A Federação Amazonense de Remo, que utiliza o local para atividades técnicas, reforça que seus atletas estão proibidos de realizar qualquer tipo de banho na praia.

O espaço da praia está com uma faixa de areia ampliada devido à grande descida das águas e segue acessível para atividades esportivas e recreativas, além do funcionamento de todo o calçadão e demais estruturas do complexo. Mais de 20 placas de sinalização e uma cerca de mais de 1.000 metros foram instaladas para delimitar a área interditada e conscientizar as pessoas sobre a proibição do banho no local.

A Prefeitura orienta enfaticamente que os banhistas não entrem no rio. Apesar das medidas de segurança, ainda houve insistência de algumas pessoas em desrespeitar a interdição. A comissão que gerencia o parque, coordenada por Alberto Maciel, já retirou dezenas de banhistas da beira do rio, com o objetivo de evitar acidentes, principalmente com aqueles que não têm experiência para nadar e podem ser surpreendidos por depressões perigosas no leito do rio.

A interdição foi oficializada pelo Decreto 5.985/2024, assinado pelo prefeito David Almeida, com base em laudos e levantamentos técnicos do Serviço Geológico do Brasil (SGB). A medida de segurança, que tem duração de 90 dias, é respaldada por um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MP-AM) e outros órgãos municipais e estaduais, como Corpo de Bombeiros e Polícia Militar, que atuarão no monitoramento e na segurança do local. Além disso, as equipes da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) reforçarão os serviços de limpeza e manutenção.

A interdição é fundamental para garantir a segurança dos cidadãos e evitar riscos durante a permanência na praia e no rio. O uso do espaço para lazer será liberado assim que as condições de segurança estiverem garantidas. A Prefeitura de Manaus reforça a importância de seguir as orientações e respeitar as medidas de segurança para preservar a integridade física de todos.